Olá meus amigos, resolvi mostrar á vocês um pouco da minha infancia, nem por isso precisei nem preciso passar por cima de ninguém para chegar até aqui, digo isso aos invejosos, feticeiros, protestantes que esconde atrás das suas mascaras, as suas bandidagens e serpentes. Tenho orgulho de dizer fui carente de tudo, hoje só sou dos meus amigos por que não pode está comigo todos os momentos.
tempo foi passando e a vida cada vez mais difícil, meu pai resolveu se mudar para o sertão, colocou todos nós em um burro e fomos em frente, passamos em um pequeno arraial chamado três braços, chegando à noite dormimos embaixo de uma árvore com uma fogueira, amanheceu e seguimos viagem montado em nosso burrinho, comendo farinha e carne assada. Passamos em outra cidade chamada Santa Inez, dormimos novamente embaixo da árvore na beira da estrada, amanheceu e seguimos viagem, passamos por outra cidade chamada Cem, depois seguimos para a zona rural desta cidade, lá passamos alguns anos que não mim lembro quantos. A seca foi muito grande que meu pai resolveu voltar para Wenceslau Guimarães, que também a seca estava muito grande, começou tudo de novo, a fome, a pobreza a miséria, 
chorava e chamava por Deus e Nossa Senhora das Graças e dizia; Que vida meu Deus! Além disso, vir minha irmãzinha morrer por falta de remédio, tinha um senhor que benzia as pessoas, muitos ele curava mais nem tudo ele podia fazer. o tempo foi passando, e minha mãe teve mais um filho, eu cuidava de todos meus irmãos, cansada de tomar conta deles, saia para casa da minha tia e era ignorada por está mal vestida e com os cabelos sem pentear , voltava e ia para o rio ouvir o som da cachoeira, fui crescendo vendo que nada mudava pedir a Deus que olhasse pra meus pais e tive vontade de ir embora, mais meus pais não deixavam, a falta de tudo era muito grande,
sentia muita
pescava no rio para alimentar a mim e meus irmãos muitas vezes desmaiava . Quando meu pai conseguia alguma coisa era pouco, mas era uma festa, era tão pouco que logo acabava, pois moravam nove pessoas na pequena casinha de barro coberta de palha.
Sempre tive muita vontade de trabalhar, só que eu era uma criança, quem iria mim da trabalho? Certo dia sair para procurar emprego não conseguir, Pois não tinha idade, estava com fome e pedir comida a uma moça que mim deu biscoito comi e bebi água do rio Preto que fica na cidade de Teolandia, voltando para casa dormi em uma casa de
farinha, amanheceu seguir viagem, chegando em casa pedir a minha mãe para trabalhar em Salvador, fui com D. Martinha, continuei tendo minhas visões quando falava todos diziam que eu estava louca. Certo dia D. Martinha arrumou um trabalho em um salão de beleza, mais eu não tinha remuneração, era só em troca de comida e dormida, mesmo assim agradeci a Deus e Nossa Senhora das Graças, e pedi que mandasse algo de bom para mim, pois sofria muitas humilhações da dona do salão. Certo dia falei para ela que ainda iria ter para dá a quem não tinha, chegou uma cliente que se chamava D. Hildete e mim pediu á Noêmia, a mesma respondeu: - Leva essa matuta!

D. Hildete mim levou, chegando lá fui matriculada na Igreja de Santana no Rio Vermelho, as freiras do colégio vendo que eu não era uma adolescente normal faziam perguntas; Por que você é triste? Eu ficava calada chorava, com isso elas passaram a fazer mais perguntas; Onde você mora? Com quem veio pra Salvador? Respondia; Vim com D. Martinha e moro na cidade Nova.
As freiras mim tratavam super bem, fiz aceleração terceira e quarta série, fui transferida para o colégio Raphael Serra Vale, sempre passava mal a professora de português tirava-me da sala, minha colega Juvita era quem mim dava água logo reagia, ela aconselhava para ir ao médico só que eu não ia.

Certo dia fui a práia pela primeira vez e tive uma visão, olhando para o mar via flores, fui andando, Glória segurou e explicou-me que não poderia ir para fundo, nunca mais conseguir tomar banho de mar, outras vezes fui a práia e conheci “senhor meu marido”, jeitinho carinhoso e respeitador que eu o chamo até hoje, ele é de uma família mais sucedida, na época que o conheci tinha quatorze anos, lembro-me aceitei casar com essa idade para sair da fome e da pobreza, hoje para mim uma adolescente de quatorze anos ainda é uma criança com direito de brincar ,estudar e agir como tal. Fui morar com ele e brigávamos muito pois éramos dois adolescente sem noção da vida. Moramos em Pérnabues Salvador-BA, onde ele tinha uma mercearia. O tempo foi passando, mudamos para Castro Alves a terra onde ele nasceu, moramos sete meses com minha sogra, compramos nossa casa na rua dos artistas no centro.

Sempre doente, apareceu uma lotação pra o milagre de Nossa Senhora das Graças, fui como tudo que eu faço chamo por Deus e Nossa Senhora das Graças, chegando lá a zeladora espiritual pegou em minhas mãos e disse; Parece ser professora mais não é. Um dia você vai ser muito feliz, seus sonhos vão realizar. Cruzou minhas mãos com a do senhor meu marido e disse; Vá minha filha seguir seu destino. Cinco anos depois mudamos para Pojuca, onde trabalhamos na mesma empresa, chamada Viriato Cardoso, sempre doente trabalhei um ano recebi férias, retornei, trabalhei mais nove mêses.

Os meus desmaios foram se agravando, fui para o médico no Hospital de Medicina em Brotas na Capital, fiz todos os exames e nada deu, conformei, voltei, fiquei sem saber o que fazer.Um certo dia tive uma visão de como iria ficar boa e tudo foi concreto.
“Agradeço a Deus porque hoje posso matar a fome de quem têm e cuidar dos doentes espirituais que mim procura.

estudei pouco más a vontade de ajudar pessoas de qualquer idade é muito grande para que eles tenham um futuro melhor e uma vida digna, sempre digo; sei que não posso abraçar o mundo, mais abraço o que posso" Peço á Deus que olhe por mim.
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