domingo, 14 de novembro de 2010

15 de novembro


Proclamação da República: Aula de História, hehehe
Proclamação da República

Dia da Proclamação da República

Não é de se estranhar a ignorância dos soldados do 1° e do 3° Regimento de Cavalaria e do 9° Batalhão. Afinal, até poucas horas antes, o próprio líder do golpe estava indeciso. Mais: estava doente, de cama, e só chegou ao Campo de Santana quando os canhões já apontavam para o quartel. Talvez ele não tenha dado o “viva o Imperador” que alguns juraram ouvi-lo gritar.

Mas com certeza impediu que pelo menos um cadete berrasse o Viva a República que supostamente estava entalado em muitas gargantas. A cena foi bem estranha. Montado no seu belo cavalo, o marechal Deodoro da Fonseca desfilou longa lista de queixas, pessoais e corporativas, contra o governo - o governo do ministro Ouro Preto, não o do imperador.

O imperador - isso ele fez questão de deixar claro - era seu “amigo: Devo-lhe favores. Ma so Exército fora mal-tratado. Por isso, derrubava-se o ministério. Difícil imaginar que Deodoro estivesse dando um golpe, anda mais golpe republicano - ele era monarquista. Ao seu lado estava o tenente-coronel Benjamin Constant, militar que odiava andar fardado, não gostava de armas e tiros e, até cinco anos antes, também falava mal da república. Ambos, Deodoro e Constat, contavam agora com o apoio de republicanos civis.

Mas não havia sinal de paisanos por perto - esses apenas tinham incentivado a aventura golpista dos dois militares (por coincidênca ou não, dois militares ressentidos). O fato é que naquela mesma hor ao ministro Ouro Preto foi preso e o gabinete derrubado. Mas ninguém teve coragem de falar em república. Só à noite, quando golpistas civis e militares se reuniram, foi que proclamaram - em silêncio e provisoriamente - uma república federativa.

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